segunda-feira, 12 de março de 2012

Desfrutar, olhando


Carlos acabara de sair da adolescência e seus estímulos sexuais tinham
maior intensidade quando ocorriam às escondidas. Quando estava só, ele se
regozijava com olhares furtivos que buscavam as curvas e os decotes, as pernas
abertas com descuido ou uma alça caída que desnudava um ombro e ameaçava
desproteger um seio. Seu corpo se retesava e vibrava secretamente com o
segredo. A revolução dos hormônios o havia invadido e seus olhos atentos a
qualquer situação excitante estavam sempre à procura de uma cena sensual.
Naquela tarde quente na casa de sua tia, ele subiu a escada para se refrescar no
terraço. No caminho pelo corredor, ele viu calcinhas penduradas nos braços da
cadeira. Sua respiração se deteve e ele se pôs em alerta, como um predador que
fareja a presa. Dois passos adiante, uma camiseta de alça curta, abandonada
no chão, assinalava o caminho até o banheiro.
Carlos ouviu então o som da água da ducha. Sua prima, Leonor, dois anos mais velha que ele, estava apoucos metros, nua, com seus grandes cachos negros úmidos caindo sobre os
seios, desfrutando a água fresca que resvalava por sua pele cálida, que molhava
seus seios e caía em cascata do ombro até o canal entre suas pernas.
Carlos se regozijava com essa imagem que invadia sua mente; o ruído da água era como
uma melodia que o transportava. Despertou desse sonho e deu alguns passos
com a esperança de espiar pela fechadura, e seu coração se agitou: a porta
estava entreaberta e a cena era inédita. Fazia tanto calor que sua prima deixou
a cortina aberta e se apresentava aos seus olhos com o rosto ensaboado, os
olhos fechados e todas as curvas e volumes do corpo a descoberto. Somente
para ele.
Aproximou-se com cuidado, empurrou um pouco mais a porta para
ampliar a visão, conteve a respiração e ficou paralisado em silêncio, como uma
estátua de mármore. Ela se ensaboava com pausas, desfrutando o frescor da
água que eriçava seus mamilos. Carlos não perdia um só detalhe e seu olhar
percorria por partes a nudez da pele de Leonor, sem evitar as minúcias. Vez por
outra sua agitação aumentava. Mas a quando ela desceu a mão ensaboada até o
peito e logo encheu de espuma seu monte de Vênus, brincando com os cachos de
azeviche que o cobriam.
O pênis de Carlos pulsava tanto quanto o coração. Elaparecia abandonada ao prazer da água e da espuma que crescia e crescia entre as pernas enquanto sua mão se movia com suavidade. Leonor entreabriu a boca para tomar ar enquanto seu peito se agitava levemente e sua língua sedenta salpicava o jato da ducha. Carlos não agüentava mais a tensão, meteu a mão
dentro da bermuda e, apoiado de perfil contra o batente da porta entreaberta,
comprimiu o pênis, imitando o ritmo da mão coberta de espuma que se movia e
se movia...

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Fonte:

Acervo de Contos eróticos

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